Em 2025, o Terminal de Cargas de Sarzedo atingiu a marca histórica de 165 milhões de toneladas embarcadas desde a sua fundação. O número é uma síntese do crescimento contínuo — e aponta para uma realidade clara: a capacidade logística de Minas Gerais precisa acompanhar a expansão da mineração no Quadrilátero Ferrífero.

Para responder a esse desafio, os sócios do TCS estão liderando dois projetos estratégicos: o Terminal de Cargas do Paraopeba (TCP) e a duplicação da rodovia AMG-155. Juntos, eles vão consolidar o maior polo logístico do estado e abrir espaço para a próxima década de operações.

O cenário: Serra Azul e a próxima onda de produção

Os projetos de expansão da mineração na região da Serra Azul indicam um aumento expressivo de volume. O atual patamar anual de 20 milhões de toneladas tem projeção de chegar a 27,2 milhões de toneladas até 2030 — um salto de 36% que exige nova infraestrutura para escoamento.

Projeção de volume da Serra Azul: 20 milhões hoje, 27,2 milhões até 2030
Complexo de Minerações Serra Azul — volume atual anual de 20 Mt com projeção de 27,2 Mt até 2030.

TCP — Terminal de Cargas do Paraopeba

Para responder à demanda projetada, os sócios do TCS desenvolveram um novo terminal, denominado Terminal de Cargas do Paraopeba (TCP), com capacidade de carga de aproximadamente 29 milhões de toneladas por ano.

O projeto apresenta dois conceitos de implantação. Na primeira fase, o terminal receberá o produto via modal rodoviário. Em uma segunda etapa, será incorporado o recebimento via mineroduto — uma escolha que reduz significativamente o tráfego de caminhões e o impacto ambiental do transporte do minério até o terminal.

Render conceitual das futuras instalações do TCP
Concepção das futuras instalações do Terminal de Cargas do Paraopeba.
Os terminais TCS e TCP, em conjunto, formam o maior polo logístico do Estado de Minas Gerais.

AMG-155 — Uma rodovia projetada com a USP

Para comportar o acréscimo de volume, o TCS desenvolveu um novo projeto em parceria com o DRE (Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais) para a duplicação da AMG-155. Estudos e projetos realizados em conjunto com a Universidade de São Paulo demonstram que a ampliação da estrada torna o fluxo rodoviário até o TCS sustentável a longo prazo.

Perímetro da duplicação da AMG-155
Perímetro do trecho da AMG-155 contemplado pelo projeto de duplicação.

Benefícios regionais — muito além do TCS

A duplicação da AMG-155 não beneficia apenas o terminal. O projeto gera desenvolvimento para os municípios de Betim, Mário Campos e Brumadinho, melhora o acesso ao Instituto Inhotim e cria nova infraestrutura para a circulação de moradores e visitantes da região.

Projeto da duplicação da AMG-155
Detalhamento do projeto de duplicação — solução técnica desenvolvida com a USP.
  • Desenvolvimento econômico para Betim, Mário Campos e Brumadinho
  • Melhoria do acesso ao Instituto Inhotim
  • Redução de pontos críticos de tráfego rodoviário
  • Fluxo sustentável até o TCS no longo prazo

O que vem a seguir

TCP e a duplicação da AMG-155 são dois movimentos que ampliam a relevância logística do TCS para muito além de Sarzedo. Eles consolidam Minas Gerais como o centro nervoso da exportação mineral brasileira — e reforçam o conceito que orienta o terminal desde a fundação: Tecnologia, Conexões e Sustentabilidade, em movimento.

Acompanhe esta Central de Conteúdos para os próximos avanços dos projetos — incluindo cronograma de implantação, parceiros envolvidos e impactos econômicos detalhados para a região.